terça-feira, 30 de junho de 2009

O Açúcar no Nordeste

Durante o século XVI, pela ameaça de invasão estrangeira e a necessidade de povoar e colonizar a terra, o governo de Portugal instala engenhos pelo litoral brasileiro. A partir daí, a região Nordeste se torna a maior produtora de açúcar, devido à adaptação da cana-de-açúcar às condições físicas da região e sua localização geográfica, que facilitava o escoamento do produto até o mercado externo (Europa).

A alta cotação do açúcar no mercado europeu deu a atividade canavieira o título de sustentáculo econômico do Brasil nos séculos XVI e XVII. A região Nordeste, como principal produtora, estava em seu momento próspero.

Em 1624 ocorre a primeira invasão holandesa no Brasil, em Salvador. Os holandeses, informados da fragilidade, no que se refere à proteção, do litoral brasileiro, invadem e permanecem por um ano controlando a atividade canavieira na cidade. Em 1630, ocorre a segunda invasão holandesa no Nordeste, em Pernambuco. Dessa vez os holandeses permanecem vinte e quatro anos na região e, após serem expulsos (Insurreição Pernambucana), já tendo adquirido o know how deram início à produção de açúcar nas Antilhas.

Com a descoberta do açúcar de beterraba e a concorrência do açúcar holandês produzido nas Antilhas, a atividade canavieira no Brasil entra em declínio, configurando um momento de crise econômica da região Nordeste. A partir de então, o eixo econômico do Brasil desloca-se para o Sudeste, com a produção cafeeira. O declínio da atividade leva a região à uma estagnação econômica, esta se encontra até os dias atuais.

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